segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Içami Tiba: psiquiatra e educador deixa importante legado aos pais e aos educadores

Foto: Divulgação/Integrare Editora


"As crianças precisam ser protegidas e cobradas de acordo com suas necessidades e capacidades, protegidas nas situações das quais não conseguem se defender, e cobradas naquilo que estão aptas a fazer."                                                                         
Içami Tiba

Dia 02 de agosto de 2015 faleceu o psiquiatra, educador e escritor Içami Tiba, que deixou importante legado para a Educação familiar e escolar.
Para saber mais acesse: Içami Tiba 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Limpeza, Higiene e Janelas ao Vento


O inverno propicia o contágio de muitas doenças devido a baixa imunidade causada pelo frio e pela vivência em locais sem circulação de ar. Sendo assim, é preciso ficar bem agasalhado e deixar sempre os ambientes arejados, mesmo com o condicionador de ar ligado

As questões de limpeza dos ambientes e a higiene pessoal também auxiliam na prevenção das doenças, devendo ser realizadas de forma correta e constante para evitar o contágio.

Devido as últimas notícias sobre casos de meningite na Região Metropolitana, estamos divulgando um texto com informações da doença e formas de prevenção.

Abaixo seguem partes do texto, para saber mais acesse: Meningite

A meningite é uma doença que consiste na inflamação das meninges – membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal. Ela pode ser causada, principalmente, por vírus ou bactérias. O quadro das meningites virais é mais leve e seus sintomas se assemelham aos da gripe e resfriados. Entretanto, a bacteriana – causada principalmente pelos meningococos, pneumococos ou hemófilos – é altamente contagiosa e geralmente grave, sendo a doença meningocócica a mais séria. Ela, causada pela Neisseria meningitidis, pode causar inflamação nas meninges e, também, infecção generalizada (meningococcemia). [...]

A transmissão se dá pelo contato da saliva ou gotículas de saliva da pessoa doente com os órgãos respiratórios de um indivíduo saudável, levando a bactéria para o sistema circulatório aproximadamente cinco dias após o contágio. Como crianças de até 6 anos de idade ainda não têm seus sistemas imunológicos completamente consolidados, são elas as mais vulneráveis. Idosos e imunodeprimidos também fazem parte do grupo de maior suscetibilidade.

[...]

Evitar o uso de talheres e copos utilizados por outras pessoas ou mal lavados e ambientes abafados são formas de se diminuir as chances de adquirir a doença. Manter o sistema imunológico fortalecido e seguir corretamente as orientações médicas, caso tenha tido contato com alguém acometido pela doença são, também, medidas importantes.

E lembre-se: nunca use remédios sem prescrição médica.

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não cura e pode piorar a saúde.


Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

CME/SL realiza SAM 2015



 Na plenária do dia 24 de junho o Colegiado realizou a atividade da Semana de Ação Mundial – SAM 2015: Primeiro Ano de implementação do Plano Nacional de Educação – PNE. No Plenário foi relatado pela Mesa Diretora como ocorreu a votação do Plano Municipal de Educação – PME/SL no dia 18 de junho pelo Legislativo. Além disso, houve a discussão dos próximos passos para que as metas e as estratégias sejam cumpridas. A Presidente do CME/SL, conselheira Angela, enquanto membro do Fórum Municipal de Educação – FME/SL por representar as Instituições Privadas de Ensino, relatou o processo de construção do Texto Base para o Plano e todo o empenho que o grupo teve para alcançar os objetivos da III Conferência Municipal de Educação – III COMED. As Conselheiras Fabiane e Rosalina, representantes do CME/SL no FME/SL, também relataram os trabalhos do Fórum junto a Comunidade de São Leopoldo. Ao final dos relatos chegou a informação de que a Lei Municipal n° 8.291/2015 havia sido sancionada.


                    Parabéns a Comunidade Capilé! Mais um avanço em prol da Educação!    

Reunião da AMVRS/AMPARA em Estância Velha/RS: Ciranda da Educação





A Regional AMVRS/AMPARA da UNCME-RS se reuniu no dia 25 de junho em Estância Velha/RS  para realizar atividade da “Ciranda da Educação”, esta provocada pela UNCME Nacional. A reunião contou com a presença de alguns Secretários de Educação, entre eles o de São Leopoldo, Sr. Luís Arthur de Bitencourt. A tarde foi de discussão sobre a Construção da Política Nacional Curricular da Base Nacional Comum, próxima tarefa sobre Educação que os municípios terão a cumprir. A Sra. Márcia Carvalho, consultora do MEC, esteve presente e falou sobre o tema ao realizar esclarecimentos  e provocações a fim de que Conselhos e Secretarias qualifiquem ainda mais o processo educativo. A principal questão é que a Base será por área do conhecimento a partir das Diretrizes Curriculares Nacionais, que são mandatórias, dessa forma, precisam ser cumpridas.


Bom trabalhos aos Conselhos e às Secretarias!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Planos de Educação: pensando (ou não) os próximos dez anos


Nas últimas semanas passamos pelo Brasil inteiro por uma grande discussão: os Planos de Educação dos Estados, Distrito Federal e Municípios. Pensar que os Planos tiveram espaço inclusive nos telejornais em horários nobres nos deveria trazer muita satisfação, pois isso significaria que a sociedade realmente participou e se preocupou com o rumo dos próximos dez anos da Educação. Entretanto, para a tristeza das muitas pessoas que debateram e participaram realmente das Conferências de Educação, um determinado setor da sociedade polarizou as vinte metas do Plano Nacional de Educação e, consequentemente, dos Planos estaduais e municipais em torno de uma temática: o gênero.

Nesta ótica, vinte metas e suas estratégias deixaram de existir. Todo um debate em torno da valorização dos profissionais, do acesso a todos e todas, da ampliação do número de mestres e doutores, da inclusão, da importância dos colegiados no seio da Educação, foram deixados de lado e uma inversão da temática identidade de gênero foi feita. Cabe ainda destacar, que a discussão feita na última semana não levou em conta o que os Planos pensaram para os próximos dez anos, pois a concepção a ser discutida e desmitificada dentro da escola (sim, porque a escola não diria o certo ou o errado, mas sim dialogaria as diferenças de uma sociedade que ainda é muito excludente) não foi vista pela ótica da Educação emancipadora, mas sim sob a perspectiva do pré-conceito e do preconceito que nossa sociedade ainda nutre.

A identidade de gênero não é uma disciplina ou mesmo um conteúdo a ser ministrado, mas sim um tema transversal que precisa sim fazer parte desde a Educação Infantil ao Ensino Superior, pois só assim não veremos mais nestes mesmos telejornais jovens sendo mortos por outros jovens ou mesmo ceifando suas próprias vidas. Não se pensa em apologia ao que é certo ou ao que é errado, mas sim construir possibilidades de seres humanos mais humanos e que a palavra respeito não seja apenas para os iguais, mas sim para todas as diferenças.

Pensar num Plano de Educação somente sob uma perspectiva é diminuir mais uma vez a Educação! Precisamos nos preocupar com todos os aspectos que os Planos trazem, onde nenhum deles é mais ou menos importante, até porque queremos que todas as metas sejam cumpridas.

Quem sabe, em 2024, além dos duzentos anos de São Leopoldo, serão os dez anos do PNE, possamos ver que retirar a identidade de gênero tenha feito muita falta para a Educação e que a ideia seja: as diferenças existem e todas elas precisam ser discutidas dentro das escolas e universidades, pois só assim teremos a Educação de Qualidade Social que realmente queremos para nossas crianças, jovens e adultos.



                                                                                                                                             Fabiane Bitello
                                                                                                           Professora e Conselheira de Educação

sexta-feira, 3 de julho de 2015

A T E N Ç Ã O! Consulta Pública sobre a Política Nacional de Formação dos Profissionais da Educação Básica


 
Prezados/as Trabalhadores/as em Educação,

O Ministério da Educação - MEC está realizando uma consulta pública sobre a Minuta da Política Nacional de Formação dos Profissionais da Educação Básica até dia 23 de julho de 2015. Para participar basta acessar o sítio do MEC ou o link: Consulta Pública e enviar as sugestões.
A participação de todos e todas qualificará as ações previstas no documento.


terça-feira, 16 de junho de 2015

Manifesto CME/SL n° 001/2015



Durante o ano de 2014, após a divulgação do Decreto Municipal n° 7.917, de 13 de outubro de 2014, a Comissão de Educação Infantil – CEI debateu as implicações da matrícula de turno parcial para as crianças de quatro (04) a cinco (05) anos e onze (11) meses de idade, na Rede Municipal e nas escolas credenciadas com o Poder Público para compra de vagas. 


O documento a seguir é fruto da discussão entre a Comissão e o Plenário, somado a pesquisa junto às famílias que possuem filhos(as) atendidos(as) em turno parcial nas escolas supracitadas. Este manifesta a defesa do CME/SL em relação à oferta de turno integral na etapa Educação Infantil e, além disso, que todas as crianças do município tenham acesso à Educação de qualidade. Abaixo segue o documento:



MANIFESTO CME/SL n° 001/2015


São Leopoldo, 15 de junho de 2015.


Prezado Secretário Luís Arthur,

O Conselho Municipal de Educação – CME/SL normatiza e fiscaliza todas as instituições que compõe o Sistema Municipal de Ensino de São Leopoldo, aproximadamente 120 (cento e vinte), com isso, acompanhamos diretamente o funcionamento e o andamento do atendimento ofertado, bem como, as práticas pedagógicas implantadas e implementadas.

No ano de 2014, foi sancionado o Decreto Municipal n° 7.917/14, que “Regulamenta os critérios para a matrícula em vagas públicas nas Escolas Municipais de Educação Infantil e Escolas Credenciadas de São Leopoldo”, que determina no art. 7° que “as inscrições para as vagas da faixa etária de quatro (04) a cinco (05) anos e onze (11) meses, serão exclusivamente disponibilizadas para atendimento de meio turno”.

O referido Decreto trouxe grande preocupação para o Colegiado, mas em especial para a Comissão de Educação Infantil - CEI, responsável direta pelo andamento do credenciamento e autorização de funcionamento das instituições que ofertam a Educação Infantil no Sistema Municipal de Ensino.
                   
                     O Colegiado é sabedor da obrigatoriedade em atender a todas as crianças da faixa etária supracitada, porém também sabe do quão qualificado e importante é o tempo integral nas Escolas Infantis. Assim, este documento tem o intuito de sensibilizar e dialogar com o Senhor Secretário sobre a decisão tomada pela Administração Municipal, no que diz respeito à oferta de Educação Infantil em tempo parcial (“meio turno”) para a etapa de pré-escola, uma vez que tal redução, possivelmente, implicará no aumento do número de cuidadoras irregulares, sem condições de oferecer a estrutura que as crianças merecem e necessitam.

                     Em relação a esta possibilidade  de  aumento do  número  de  cuidadoras  na cidade, realizamos no início deste ano uma pesquisa junto às escolas que atendem a Educação Infantil (instituições públicas e as privadas com compra de vaga com o Poder Público Municipal), onde chegamos a 1.062 (mil e sessenta e duas) famílias e destas 89 (oitenta e nove) colocaram que seus filhos ficam sob responsabilidade de cuidadoras no turno onde não são atendidos nas instituições de ensino de São Leopoldo. Já, 904 (novecentos e quatro) crianças ficam sob o cuidado de familiar, que não foi classificado como maior ou menor de idade, o que também pode ser entendido como um atendimento em situações desfavoráveis às crianças.

                   Além disso, há o entendimento de que esta redução do tempo de permanência das crianças no espaço escolar é um retrocesso para a Educação Infantil, considerando o direito à Educação em espaços regularizados e com objetivos pedagógicos, bem como o avanço significativo que representou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996), quando a Educação Infantil saiu do campo assistencial e passou para o campo educacional.

                Entendemos também, que a opção de vaga parcial ou integral deve ser feita pela família, sendo que ainda cabe destacar que a Lei Federal nº 13.005/2014, que aprova o Plano Nacional de Educação - PNE, expressa nas metas 1 e 6:

Meta 1: universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste PNE. 
[...]
Meta 6: oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) dos (as) alunos (as) da educação básica.

Portanto, o PNE 2014 - 2024 traz metas claras de ampliação de oferta de tempo integral (“turno integral”) e o CME/SL vem mui respeitosamente afirmar que São Leopoldo já possui este atendimento, logo deveria mantê-lo, garantindo assim o direito de todas as crianças, independente da condição social, à Educação de qualidade, estabelecido na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA. 

                Sendo o que tínhamos para manifestar e, certos de vossa compreensão, nos despedimos cordialmente.

                        Atenciosamente,




Angela Isabel Beroth Dillenburg
Presidente CME/SL        
Portaria n° 88.639/2014